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Homossexualidade e o Clero
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Os leigos devem ajudar a governar a Igreja?

Atila Sinke Guimarães

Após a conclusão do livro Vaticano II, Homossexualidade e Pedofilia, achei conveniente expor e refutar alguns dos sofismas mais comuns que cercam a dupla crise da homossexualidade e da pedofilia que assola a Igreja Católica.

Este é o segundo sofisma e sua resposta, extraídos do Apêndice da obra.

Homosexuality
Sofisma 2 – Dada a leniência dos Bispos em relação aos padres pedófilos e homossexuais, a participação dos leigos deveria ser uma parte normal do governo da Igreja daqui para frente.

Resposta – Visto que a instituição eclesiástica pós-conciliar parece ser institucionalmente incapaz de se corrigir ou de se curar, ninguém sabe ao certo o que Deus fará para salvar a Igreja Católica.

Uma possibilidade, entre muitas, é que Ele possa iniciar o processo de cura por meio de uma iniciativa dos leigos. Talvez esse processo já tenha começado com algumas das diferentes ações que os leigos católicos americanos tomaram em 2002 e 2003, pressionando a Hierarquia a ser rigorosa no tratamento de padres pedófilos e homossexuais.

Certamente, o papel dos conselhos leigos diocesanos, com voz nas decisões dos Bispos a respeito de padres pedófilos, é uma medida que, per se inibe a prática da cumplicidade no meio eclesiástico. Portanto, eles parecem úteis por ora.

St Athanasius

Na época de Santo Atanásio, os leigos desempenhavam um papel na manutenção da verdadeira doutrina
Contudo, embora a participação de leigos em algumas decisões episcopais possa contribuir para a restauração da moral, isso não significa necessariamente que os leigos devam, a partir de então, integrar o governo da Igreja.

No século IV, a Igreja Católica vivenciou uma grave crise na qual a totalidade dos Bispos, com exceção de dois (Santo Atanásio e Santo Hilário de Poitiers), assinou uma fórmula de fé semi-ariana contaminada por heresias. Naquela época, a ortodoxia era sustentada pelos fiéis leigos, e não pela hierarquia.

Portanto, os leigos desempenharam um papel fundamental na manutenção da continuidade da fé católica. Isso não significa, porém, que os leigos teriam a palavra final sobre os ensinamentos da Igreja dali em diante. Analogamente, se a moral da Igreja hoje dependesse dos leigos, isso não significaria que eles deveriam fazer parte do governo da Igreja daqui para frente.

Uma coisa é um remédio provisório tomado para curar uma doença específica; outra coisa é presumir que o remédio deva ser tomado para sempre, mesmo após a cura da doença.

Portanto, não é necessário alterar a estrutura essencial da Igreja para incluir os leigos como parte permanente de seu governo.

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Postado em 9 de setembro de 2026


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Vatican II, Homosexuality, and Pedophilia

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