Após a conclusão do livro
Vaticano II, Homossexualidade e Pedofilia, achei conveniente expor e refutar alguns dos sofismas mais comuns que cercam a dupla crise da homossexualidade e da pedofilia que assola a Igreja Católica.
Este é o primeiro sofisma e sua resposta, extraídos do Apêndice da obra.
Sofisma 1 – A responsabilidade pelo acobertamento de padres pedófilos pelos Bispos reside, na verdade, no sistema eclesiástico tal como foi estabelecido antes do Concílio Vaticano II. De acordo com o modelo pré-conciliar, a Igreja é divina e não pode coexistir com a impureza. Essa era a imagem que os Bispos tentavam preservar ao acobertarem os padres culpados. Tal imagem, contudo, é irrealista e utópica, assim como o sistema, que requer fraude e engano para funcionar. Portanto, ele precisa mudar.
Resposta – Em seus dois mil anos de história, a Igreja Católica conheceu todos os tipos de problemas morais. Ela os enfrentou e os venceu. Esses obstáculos e batalhas contínuas não alteraram sua essência imutável. A essência da Igreja, semelhante à essência de Nosso Senhor Jesus Cristo, é simultaneamente divina e humana. Por causa de sua natureza divina, ela é imaculada e assim o será até o fim dos tempos.

São Gregório VII tomou medidas enérgicas para combater os ultrajes morais de sua época |
Devido à sua natureza humana, a Igreja pode receber feridas de seus membros, assim como Nosso Senhor recebeu ofensas físicas e morais durante a Paixão. Tais afrontas fazem a Igreja sofrer, mas não alteram a sua essência imaculada.
É dever de seus membros enfrentar e combater essas transgressões morais e eliminar as suas causas. Inúmeros santos no passado lutaram contra os vícios morais que haviam se infiltrado na Igreja. Talvez o maior desses combatentes tenha sido São Gregório VII, cuja reforma incluiu a luta para erradicar duas chamadas heresias morais que contaminavam a Igreja: o Nicolaísmo e a Simonia.
A primeira consistia na convivência de clérigos com mulheres, e a segunda, na venda de bens espirituais por eclesiásticos. Ele esmagou essas heresias e restaurou a saúde da Igreja. Portanto, tanto os vícios quanto a cura partiram dos membros da Igreja e não alteraram a sua essência divina e imaculada.
Esta é a maneira correta de lidar com as crises na Igreja. Uma vez que a sua essência não muda, é absurdo mudar o seu ensinamento sobre o que ela é. Além disso, esse ensinamento não se baseia em fraude ou engano para se manter em sua pureza. Os remédios, portanto, são a vigilância e a militância diante do erro. Elas estavam presentes na Igreja antes do Vaticano II e mantiveram sua saúde.
É verdade que os bispos americanos agiram de forma fraudulenta ao acobertar os padres pedófilos e homossexuais. Mas a causa principal de tal ação não foi a intenção de preservar uma certa imagem da Igreja ou seguir a moral tradicional. Em vez disso, foi a aplicação das novas normas de tolerância do Vaticano II.
Postado em 22 de julho de 2026
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