Histórias e Lendas
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Duas batalhas vencidas pelo
Santíssimo Nome de Maria
Dois triunfos gloriosos, alcançados sob a proteção de Nossa Senhora em 12 de setembro, tornaram este dia ilustre nos anais da História e lhe conferiram a glória de ser designado como a Festa do Santíssimo Nome de Maria.
Simão de Montfort derrota os albigenses
A primeira vitória ocorreu no sul da França, onde a heresia albigense ou cátara disseminava seus erros. Seu veneno havia contaminado até mesmo senhores feudais como os Condes de Toulouse e Foix.
Nossa Senhora havia aparecido do Céu a São Domingos, em 1208, para entregar a ele e ao mundo o Rosário como arma de defesa para o povo católico. Ela lhe disse que essa seria a arma mais eficaz contra a heresia e que operaria muitos milagres. Domingos assumiu, para si e para a sua Ordem, a missão de pregar contra a heresia, combatendo incansavelmente com a espada da palavra e com o Rosário.
Na França, Simão de Montfort amigo e apoiador de São Domingos empunhou a espada nesta luta contra os albigenses. Ele e seu exército de cruzados venceram uma grande batalha contra esses hereges em 12 de setembro de 1213, na Batalha de Muret.
O Conde Raimundo VI, o Conde de Foix e o Rei Pedro II de Aragão partiram com um grande exército para invadir os domínios do Conde de Montfort, cientes de que ele contra-atacaria. De fato, ele o fez, embora seus cruzados católicos estivessem em desvantagem numérica de 40 para 1. Entre os poucos que lutavam contra eles estava São Domingos, que encorajou os soldados a rezarem o Rosário e a confiarem em Nossa Senhora.
O exército católico parou em Belpech no dia 11 de setembro, pois o Conde Simão de Montfort desejava rezar. Ao entrar em uma igreja, ele se ajoelhou e depositou sua espada e sua armadura diante do altar para pedir a bênção de Deus para a batalha que se aproximava:
“Ó Senhor Bom Jesus, Tu me escolheste, embora eu seja indigno, para liderar a Tua batalha. Hoje ofereço as minhas armas diante do Teu altar para que Tu abençoes esta batalha travada por Ti e, assim, justifiques a Tua causa.” [2]
No dia seguinte, 12 de setembro, Simão de Montfort entrou em batalha em Muret. Ele e sua cavalaria surpreenderam os hereges; as tropas dos três aliados entraram em desordem e começaram a recuar e a fugir. Com a morte do Rei de Aragão, o pânico tomou conta dos soldados. Simão de Montfort e seus homens avançaram e saíram vitoriosos.
Esta foi a última grande batalha da Cruzada Albigense e uma das vitórias mais notáveis da Idade Média.
Posteriormente, em reconhecimento ao papel poderoso desempenhado pelo Rosário neste triunfo, Simão de Montfort ergueu uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário na Igreja de São Tiago, em Muret. A torre do sino original permanece de pé até hoje.
Sobieski conquista Viena
Mais uma vez, em 12 de setembro de 1683, Nossa Senhora concedeu aos seus guerreiros católicos uma grande vitória. As forças católicas, lideradas pelo Rei Jan Sobieski, da Polônia, triunfaram sobre os turcos otomanos na decisiva Batalha de Viena. Viena era um ponto de apoio crucial, necessário para prosseguir com a invasão e a conquista do restante da Europa.
Nesta batalha, as forças católicas também estavam em grande desvantagem numérica. Mais de 100.000 turcos do Império Otomano mantinham Viena sob cerco, enquanto os católicos que retomaram a cidade somavam apenas 21.000 homens.
Na madrugada de 12 de setembro de 1683, os exércitos católicos da Polônia, Saxônia, Francônia, Suábia, Baden e Baviera, liderados pelo rei Jan Sobieski, assistiram à missa. Em seguida, os poloneses cantaram um antigo hino à Virgem Maria – uma canção militar e comovente chamada Bogurodzica (Mãe de Deus), hoje considerada o hino nacional da Polônia. O próprio Rei acolitou na missa.
Então, o “Leão do Norte,” como era chamado pelos turcos, conclamou as tropas: “Marchemos agora contra o inimigo com total confiança na proteção do Céu, sob o patrocínio seguro da Virgem Santíssima.”
Investindo contra o acampamento inimigo, atacaram e puseram os muçulmanos em fuga. As forças turcas foram subjugadas e derrotadas. Viena foi salva sob o estandarte de Maria Santíssima.
Em uma carta ao Papa Inocêncio XI, anunciando a vitória do exército cristão sobre os muçulmanos nos portões de Viena, o Rei Jan Sobieski atribuiu a vitória a Deus e não aos seus próprios esforços. Parafraseando as palavras de Júlio César, ele escreveu: “Veni, vidi, Deus vicit!” (Vim, vi, e Deus venceu!)
Em comemoração a essa gloriosa vitória sobre os muçulmanos, e em ação de graças a Nossa Senhora por sua proteção e auxílio nesta batalha decisiva, o Papa Inocêncio XI estendeu a Festa do Santíssimo Nome de Maria à Igreja Universal naquele mesmo ano.
A festa foi celebrada em 15 de setembro, oito dias após o nascimento de Maria e o dia do seu nome, seguindo o costume judaico. Porém, em 1911, o Papa São Pio X decretou que esta Festa de Maria fosse celebrada no dia 12 de setembro para comemorar a grande vitória conquistada em Viena.
Dois triunfos gloriosos, duas vitórias alcançadas sob a proteção de Nossa Senhora, tornaram este dia 12 de setembro ilustre nos anais da Igreja e da História. Na primeira antífona do Terceiro Noturno da festa, a Igreja proclama: “Alegra-te, ó Virgem Maria! Tu, sozinha, destruíste todas as heresias em todo o mundo!”
Postado em 12 de setembro de 2026

Simão de Montfort derrota os albigenses
Nossa Senhora concede a São Domingos uma nova arma para combater as heresias: o Rosário
Nossa Senhora havia aparecido do Céu a São Domingos, em 1208, para entregar a ele e ao mundo o Rosário como arma de defesa para o povo católico. Ela lhe disse que essa seria a arma mais eficaz contra a heresia e que operaria muitos milagres. Domingos assumiu, para si e para a sua Ordem, a missão de pregar contra a heresia, combatendo incansavelmente com a espada da palavra e com o Rosário.
Na França, Simão de Montfort amigo e apoiador de São Domingos empunhou a espada nesta luta contra os albigenses. Ele e seu exército de cruzados venceram uma grande batalha contra esses hereges em 12 de setembro de 1213, na Batalha de Muret.
O Conde Raimundo VI, o Conde de Foix e o Rei Pedro II de Aragão partiram com um grande exército para invadir os domínios do Conde de Montfort, cientes de que ele contra-atacaria. De fato, ele o fez, embora seus cruzados católicos estivessem em desvantagem numérica de 40 para 1. Entre os poucos que lutavam contra eles estava São Domingos, que encorajou os soldados a rezarem o Rosário e a confiarem em Nossa Senhora.
O exército católico parou em Belpech no dia 11 de setembro, pois o Conde Simão de Montfort desejava rezar. Ao entrar em uma igreja, ele se ajoelhou e depositou sua espada e sua armadura diante do altar para pedir a bênção de Deus para a batalha que se aproximava:
O Conde Simão de Montfort apresenta suas armas no altar para receber a bênção de Deus para a batalha
No dia seguinte, 12 de setembro, Simão de Montfort entrou em batalha em Muret. Ele e sua cavalaria surpreenderam os hereges; as tropas dos três aliados entraram em desordem e começaram a recuar e a fugir. Com a morte do Rei de Aragão, o pânico tomou conta dos soldados. Simão de Montfort e seus homens avançaram e saíram vitoriosos.
Esta foi a última grande batalha da Cruzada Albigense e uma das vitórias mais notáveis da Idade Média.
Posteriormente, em reconhecimento ao papel poderoso desempenhado pelo Rosário neste triunfo, Simão de Montfort ergueu uma capela dedicada a Nossa Senhora do Rosário na Igreja de São Tiago, em Muret. A torre do sino original permanece de pé até hoje.
Sobieski conquista Viena
Mais uma vez, em 12 de setembro de 1683, Nossa Senhora concedeu aos seus guerreiros católicos uma grande vitória. As forças católicas, lideradas pelo Rei Jan Sobieski, da Polônia, triunfaram sobre os turcos otomanos na decisiva Batalha de Viena. Viena era um ponto de apoio crucial, necessário para prosseguir com a invasão e a conquista do restante da Europa.
Rei Jan Sobieski durante a Batalha de Viena
Na madrugada de 12 de setembro de 1683, os exércitos católicos da Polônia, Saxônia, Francônia, Suábia, Baden e Baviera, liderados pelo rei Jan Sobieski, assistiram à missa. Em seguida, os poloneses cantaram um antigo hino à Virgem Maria – uma canção militar e comovente chamada Bogurodzica (Mãe de Deus), hoje considerada o hino nacional da Polônia. O próprio Rei acolitou na missa.
Então, o “Leão do Norte,” como era chamado pelos turcos, conclamou as tropas: “Marchemos agora contra o inimigo com total confiança na proteção do Céu, sob o patrocínio seguro da Virgem Santíssima.”
Investindo contra o acampamento inimigo, atacaram e puseram os muçulmanos em fuga. As forças turcas foram subjugadas e derrotadas. Viena foi salva sob o estandarte de Maria Santíssima.
Em uma carta ao Papa Inocêncio XI, anunciando a vitória do exército cristão sobre os muçulmanos nos portões de Viena, o Rei Jan Sobieski atribuiu a vitória a Deus e não aos seus próprios esforços. Parafraseando as palavras de Júlio César, ele escreveu: “Veni, vidi, Deus vicit!” (Vim, vi, e Deus venceu!)
Jan Sobieski envia mensagem
a Inocêncio XI após a vitória
A festa foi celebrada em 15 de setembro, oito dias após o nascimento de Maria e o dia do seu nome, seguindo o costume judaico. Porém, em 1911, o Papa São Pio X decretou que esta Festa de Maria fosse celebrada no dia 12 de setembro para comemorar a grande vitória conquistada em Viena.
Dois triunfos gloriosos, duas vitórias alcançadas sob a proteção de Nossa Senhora, tornaram este dia 12 de setembro ilustre nos anais da Igreja e da História. Na primeira antífona do Terceiro Noturno da festa, a Igreja proclama: “Alegra-te, ó Virgem Maria! Tu, sozinha, destruíste todas as heresias em todo o mundo!”
A arma que Nossa Senhora deu para a vitória
Postado em 12 de setembro de 2026











