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O Santo do Dia
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Ven. Jacinta Marto - 20 de Fevereiro

Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
20 de fevereiro é o aniversário da morte de Jacinta Marto, a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima em 1917. Como sabemos, dois dos três videntes de Fátima faleceram conforme predito por Nossa Senhora. Uma permaneceu na Terra – Lúcia – que recebeu novas revelações e é a guardiã do Segredo de Fátima até os nossos dias [estes comentários foram feitos em 19 de fevereiro de 1965].

jacinta martin

Jacinta Marto, 10 de março de 1910 - 20 de fevereiro de 1920

Quanto à razão pela qual Nossa Senhora quis que Jacinta e Francisco morressem tão jovens, é bastante evidente, e eles mesmos o declararam: no plano da Providência, é preciso que as pessoas sofram.

Os dois pastores foram as vítimas necessárias associadas a todo o mistério de Fátima para dar fecundidade sobrenatural aos acontecimentos de Fátima. Ambos morreram em circunstâncias extraordinariamente dolorosas e ambos ofereceram seus sofrimentos a Nossa Senhora para que o plano de Fátima se cumprisse.

Todas as grandes obras de Deus são realizadas com a participação dos homens no plano da salvação. Almas que lutam, sofrem e rezam são necessárias para que essa obra se realize.

miracle of the sun

O sol gira e dança no céu

O sacrifício humano é sempre necessário. Sem sacrifício humano nada de grandioso pode ser realizado, e este é especialmente o caso de Fátima. De fato, Fátima foi uma intervenção direta de Nossa Senhora na Terra, confirmada por um milagre estupendo – o giro do sol no céu. É uma das mensagens mais importantes, ou talvez a mensagem mais importante de toda a História.

Naquela ocasião e naquela circunstância, Nossa Senhora quis o sacrifício de duas almas que se imolassem e oferecessem suas vidas para que o plano da Divina Providência recebesse a fecundidade necessária para se cumprir.

Podemos entender por este fato como o apostolado do sofrimento é verdadeiramente insubstituível e como ele abre os caminhos para a Igreja seguir em frente.

Tão-só o sofrimento pode abrir algumas almas para a graça

Um pintor alemão certa vez retratou Nosso Senhor batendo à porta de uma casa de campo. Alguém que olhava para esta pintura comentou com ele: “Você cometeu um erro em sua pintura porque a porta não tem fechadura.”

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Nosso Senhor bate, pedindo-nos que abramos o nosso coração a Ele

Ele respondeu: “É verdade, não há fechadura, mas não é um erro. Esta porta simboliza o coração humano. Nosso Senhor bate, mas não consegue abrir a porta. A fechadura está apenas do lado de dentro. Há uma abertura da alma que só pode ser feita dentro da pessoa. Só a pessoa pode abrir essa porta, ninguém mais pode intervir.”

Bem, a maneira de fazer as almas que não se abrem a Cristo é por meio de orações e sacrifícios. É mediante a dor que encontramos a vida. E é carregando amorosamente a Cruz de Nosso Senhor que podemos abrir a alma de alguém.

Um homem só é grande na medida em que carrega sua cruz. Aqueles homens que suportam grandes sofrimentos por amor a Deus são os únicos grandes homens da História. Na medida em que um homem carrega sua cruz, ele é fiel a Nosso Senhor e, assim, torna-se um grande homem. Os homens decisivos da História foram aqueles que sofreram tudo.

Sofrer não é apenas sofrimento passivo, aceitar ser esbofeteado, espancado etc. Há também sofrimento ativo, isto é, tomar a iniciativa na luta, combater o erro e o mal, romper com aqueles que estimamos, suportar as duras críticas daqueles que nos rodeiam. É aceitar estar em situações difíceis, contraditórias e impopulares; é suportar o sofrimento da batalha corajosa e ousada. Tudo isso é sofrer, e sofrer por excelência.

Isso nos é sugerido pelo sacrifício de Jacinta e Francisco.

Devemos lembrar disso e pedir a Jacinta que interceda junto a Nossa Senhora de Fátima para nos dar uma aceitação e compreensão do sofrimento indispensáveis para que qualquer católico seja verdadeiramente generoso e dedicado.

Essa aceitação da cruz se opõe ao mito do homem moderno, ao mito do homem norte-americano de que tudo tem um final feliz, de que a vida normal é aquela que termina bem, onde todos são felizes e o sofrimento é uma espécie de coisa louca e desregrada que invade a vida das pessoas.

Na verdade, o oposto é verdadeiro: São Luís Grignion de Montfort chega a dizer que, se uma pessoa não sofre, deve pedir cruzes. E que a pessoa que não recebe sofrimentos de Deus deve se preocupar com sua salvação eterna.

Esta é a grande verdade que aprendemos com Jacinta, e então lhe pedimos a graça de Deus para ter, através das orações de Nossa Senhora, o sentido do sofrimento profundamente gravado em nossas almas.

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Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
A seção Santo do Dia apresenta trechos escolhidos das vidas dos santos baseada em comentários feitos pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Seguindo o exemplo de São João Bosco que costumava fazer comentários semelhantes para os meninos de seu Oratório, cada noite Prof. Plinio costumava fazer um breve comentário sobre a vida dos santos em uma reunião para os jovens para encorajá-los na prática da virtude e amor à Igreja Católica. TIA do Brasil pensa que seus leitores poderiam se beneficiar desses valiosos comentários.

Os textos das fichas bibliográficas e dos comentários vêm de notas pessoais tomadas por Atila S. Guimarães de 1964 até 1995. Uma vez que a fonte é um caderno de notas, é possível que por vezes os dados bibliográficos transcritos aqui não sigam rigorosamente o texto original lido pelo Prof. Plinio. Os comentários foram também resumidos e adaptados aos leitores do website de TIA do Brasil.