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Santa Isabel de França - 26 de Fevereiro

Prof. Plinio Corrêa de Oliveira

Seleção Biográfica:

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Santa Isabel de França

Filha do Rei Luís VIII e da Rainha Branca de Castela, Isabel nasceu em 1225. Com menos de dois anos de idade, ela perdeu o pai, mas sua mãe deu-lhe uma formação completa, auxiliada pela virtuosa e bem-educada Madame de Boisemont. Desde tenra idade, Isabel mostrou aversão a tudo o que pudesse afastá-la de Deus, e depois decidiu dedicar sua vida ao seu serviço.

São Luís IX, seu irmão e sua mãe Branca de Castela, pressionaram-na para se casar com Conrado, filho do Imperador Frederico II, porque a união seria vantajosa para a França, mas Isabel recusou-se veementemente. Uma carta do Papa Inocêncio IV resolveu o problema: ele elogiou sua resolução e a aconselhou a perseverar em sua decisão.

A partir de então, ela começou a viver no castelo real uma vida semelhante à de uma religiosa enclausurada, dedicando-se principalmente a ajudar os doentes e os pobres. Deus enviou-lhe muitas provações: doenças longas e graves, a morte de sua mãe, o fracasso de seu irmão na Cruzada e sua prisão pelos árabes.

Depois que ele foi libertado do cativeiro e retornou, Isabel deixou o castelo real e fundou uma casa Franciscana para jovens em Longchamp. Mais tarde, fundou o Mosteiro da Humildade da Santíssima Virgem, da qual se tornou Abadessa.

Como Abadessa, Santa Isabel sofria de doenças constantes. Ela também era favorecida por graças místicas e êxtases. Em uma dessas revelações, ela recebeu o conhecimento do dia e da hora em que morreria. Ela morreu em 25 de fevereiro de 1270. De acordo com sua vontade, foi enterrada usando o hábito de Santa Clara no Mosteiro que havia fundado. Ela foi beatificada em 3 de janeiro de 1521 pelo Papa Leão X.

Comentários do Prof. Plinio:

Nesta vida, encontramos mais dados para negar a mentira constantemente espalhada sobre as cortes reais. Segundo eles, seriam antros de prazer, sensualidade e orgulho; um lugar onde a virtude não tinha lugar. Na corte da França naquela época, no entanto, temos dois santos: um está no trono e o outro é sua irmã, muito próximo ao trono. Ambos davam a Deus a maior glória possível. Havia também Branca de Castela, sua mãe, que, embora não fosse santa, era uma mulher digna, conhecida por sua austeridade, autoridade e muitas qualidades morais.

Blanche of Castile and St Louis

Branca de Castela e São Luís na corte real da França: um ambiente que favoreceu a santidade

A vida de Santa Isabel de França nos ensina que Deus dá a seus santos algo bem diferente do final feliz americano. Aqui os Srs. encontram uma princesa que abandonou tudo para dedicar sua vida aos cuidados dos pobres e à oração.

Indiretamente, percebemos nessa seleção que ela carregava uma parte da cruz de seu irmão, sofrendo e orando por ele quando foi aprisionado. Ela também rezou pelos grandes feitos da causa Católica, as Cruzadas. Sofreu profundamente com o fracasso da Cruzada de São Luís.

Ela estava vivendo a vida de uma religiosa no palácio real, mas quando o Rei voltou, ela deixou a corte para fundar uma instituição Franciscana de caridade. Embora ela tenha ficado doente a vida toda, ela venceu esse obstáculo e o transformou em um meio para sua santificação.

Vemos como o pensamento é errôneo e imagina quanto tudo no apostolado deve correr bem e terminar alegremente. Este é um espírito naturalista, falsamente influenciado pelo final feliz dos filmes. A Divina Providência colocou muitos obstáculos no caminho de Santa Isabel para ela alcançar a santificação, e ela conquistou cada um.

O nome do mosteiro que ela fundou é muito bonito: o Mosteiro da Humildade da Santíssima Virgem. Dá a impressão de que um manto de humildade cobre todo o mosteiro e que a humildade de Nossa Senhora está presente em toda parte. Parece ser um antegozo do Céu.

É um deleite ver como Deus glorifica Seus santos. Há uma oração de Nosso Senhor no Evangelho, na qual Ele pede ao Pai Eterno que O glorifique. Deus O glorificou; Ele também glorifica seus santos.

Vemos isso em sua vida quando Ele revelou a Santa Isabel da França o dia e a hora em que ela deixaria este mundo. Como recompensa por sua fidelidade, a ela foi dada a saber quando morreria. Ela desejava estar no Céu, como uma noiva esperando seu noivo, então Deus disse a ela a hora exata. Sua morte foi uma glorificação, uma confirmação de sua santidade.


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Prof. Plinio Corrêa de Oliveira
A secção Santo do Dia apresenta trechos escolhidos das vidas dos santos baseada em comentários feitos pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Seguindo o exemplo de São João Bosco que costumava fazer comentários semelhantes para os meninos de seu Oratório, cada noite Prof. Plinio costumava fazer um breve comentário sobre a vida dos santos em uma reunião para os jovens para encorajá-los na prática da virtude e amor à Igreja Católica. TIA do Brasil pensa que seus leitores poderiam se beneficiar desses valiosos comentários.

Os textos das fichas bibliográficas e dos comentários vêm de notas pessoais tomadas por Atila S. Guimarães de 1964 até 1995. Uma vez que a fonte é um caderno de notas, é possível que por vezes os dados bibliográficos transcritos aqui não sigam rigorosamente o texto original lido pelo Prof. Plinio. Os comentários foram também resumidos e adaptados aos leitores do website de TIA do Brasil.



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