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Papa elogia o lema da Revolução Francesa
Em sua viagem de quatro dias pela França, o Papa Leão XIV foi recebido ontem no Palácio Presidencial, em Paris. Em seu discurso às autoridades civis e diplomáticas presentes, ele teceu elogios ao lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade e à Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão da Revolução Francesa.Tanto o lema quanto a Declaração foram repetidamente condenados pelo Magistério Papal durante os 176 anos que se passaram desde a Revolução Francesa até o Concílio Vaticano II. Entre outros documentos papais anteriores ao Vaticano II, podemos citar:
- Ato Quare Lacrymae de Pio VI de 17 de junho de 1793;
- Breve Quod aliquantum de Pio VI, de 10 de março de 1791;
- Encíclica Mirari vos de Gregório XVI, de 15 de agosto de 1832;
- Encíclica Nostis et Nobiscum de Pio IX de 8 de dezembro de 1849;
- Discurso de Pio IX aos peregrinos franceses de 5 de maio de 1874;
- Carta Apostólica Notre charge apostolique de Pio X, 25 de agosto de 1910;
- Discurso de 11 de julho de 1920 de Bento XV, proferido em 11 de julho de 1920.
A França foi responsável por avanços significativos em nosso mundo, incluindo o reconhecimento dos direitos humanos inscritos na natureza da própria pessoa, em particular a liberdade religiosa. Esta atenção permanente à dignidade inerente a toda a pessoa humana encontra eco no vosso lema nacional: Liberdade, Igualdade e Fraternidade não são meras palavras gravadas nos frontões dos edifícios públicos, mas remetem para exigências éticas universais, que têm na mensagem evangélica uma fonte inesgotável de inspiração e realização.
A Declaração Universal dos Direitos do Homem, proclamada aqui em Paris – em cuja elaboração René Cassin, jurista francês e Prémio Nobel da Paz, desempenhou um papel de primeiro plano – teve como objetivo criar uma consciência geral da dignidade inalienável da pessoa humana. São João Paulo II, que considerava esta Declaração como “uma pedra miliária no caminho do progresso moral da humanidade,” tinha consciência de que “as ameaças aos direitos humanos, tanto no âmbito dos bens materiais como no âmbito dos bens espirituais, são igualmente perigosas para a paz, porque vão atingir sempre o homem na sua integridade.”
Não é difícil perceber que o Papa Leão XIV, seguindo os passos dos seis Papas conciliares anteriores, alterou a doutrina anterior da Igreja Católica para se adequar à Revolução. Acreditamos que essa mudança caracteriza a Grande Apostasia mencionada em muitas profecias, a começar por São Paulo (2 Tes 2,3).
Acima e abaixo, o Papa proferindo seu discurso em 26 de setembro de 2026; nas três últimas filas, os Massacres de setembro de 1792: o exemplo perfeito de Liberdade, Igualdade, Fraternidade e respeito aos direitos do homem na prática durante a Revolução Francesa...

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